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Dor de dente: devo me auto-medicar?


Um hábito muito comum na população brasileira é a auto-medicação. Não apenas na odontologia, mas em todas as áreas da saúde este é um problema recorrente.


A dor de dente pode ter várias origens: ela pode ser causada por inflamação da polpa (nervo que dá sensibilidade ao dente), infecção das raízes, infecção da gengiva e até pode ser causada por outros motivos não dentários, como por exemplo a dor miofascial, que é uma alteração da musculatura da mastigação que pode irradiar dor para os dentes.


É comum nestes casos, o paciente fazer uso inadequado dos remédios. O uso inadvertido de antiinflamatórios pode ter sérias conseqüências, uma vez que está associado à distúrbios gastrintestinais, insuficiência renal e alteração da pressão arterial. Gestantes e lactantes também devem evitar estes fármacos.


O uso de antibióticos sem prescrição também é um erro comum. A utilização deste fármaco sem haver um processo infeccioso ativo é incorreto e não resolve a dor. Além disso, os pacientes acabam tomando o remédio de maneira incorreta, parando de utilizar o fármaco quando termina a dor, sem seguir tomando a quantidade necessária para realmente cessar a infecção. O grande mal que este hábito causa se chama resistência bacteriana. O uso incorreto destes fármacos faz com que os microorganismos presentes na boca fiquem mais resistentes à medicação, ou seja, em uma próxima infecção este antibiótico vai demorar mais ou não vai fazer efeito, e o profissional terá que lançar mão de remédios mais fortes e com mais reações adversas.


As pessoas devem ter em mente que todo o remédio além de curar pode também adoecer. Até o Paracetamol em alguns casos pode ser nocivo à saúde. Portanto em casos de dor de dente o correto é consultar o cirurgião-dentista e evitar que estes problemas possam ocorrer.

 

Câncer bucal


O câncer bucal geralmente ocorre no lábio inferior, língua, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais freqüente em homens e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade.


Alguns fatores influenciam para o surgimento deste mal. Predisposição genética, tabagismo, alcoolismo, exposição excessiva ao sol e má higiene são apontados como fatores de risco para o surgimento do câncer. Um hábito gaúcho que pode estar relacionado à esta patologia é o chimarrão. O uso crônico da bomba quente no lábio - assim como o cigarro (principalmente o palheiro) - é considerado um fator de irritação, que gerará alteração do tecido labial podendo ocasionar o câncer bucal.


Úlceras/ aftas que não cicatrizam em 15 dias, surgimento de dormência em alguma parte da boca, nódulo (bolinha) anormal na mucosa bucal podem ser sinais de câncer bucal, e devem ser avaliadas por um profissional.

Dente siso: Extrair ou não extrair?

O dente terceiro molar, também conhecido como siso, muitas vezes é motivo de preocupação para os pacientes. Com o passar dos anos, a dieta cada vez mais fácil de ser mastigada deixou menos necessária a presença de tantos dentes na boca. Então a evolução da espécie tratou de dar um jeito neste excesso de dentes, e algumas pessoas começaram a nascer sem o germe do terceiro molar.

Para os pacientes que possuem o siso, a sua extração está indicada em várias situações. Quando o dente está retido ou impactado dentro do osso, uma vez que esta retenção está relacionada a formação de cistos e tumores dos maxilares, a cirurgia é indicada. Quando ele está semi-erupcionado, ou seja, aparece uma parte em boca e a outra fica coberta por gengiva, pode ocorrer o acúmulo de placa bacteriana sob a mucosa causando inflamação e dor, também sendo uma indicação clara da extração.

Quando o siso está totalmente erupcionado nem sempre é necessária a sua extração, se ele está em oclusão (mordendo com o dente da outra arcada) e com boa higiene pode ser mantido. Caso esteja cariado ou o paciente tenha dificuldade de limpá-lo, a extração deve ser discutida com o seu cirurgião-dentista.